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Na minha pele, a minha história é luta e resistência!

por Mariana Vilas Boas publicado 21/11/2019 12h40, última modificação 16/12/2019 11h06

O dia 20 de novembro é um dia de reflexão para o povo negro. A data levanta questões sobre o racismo, discriminação, igualdade social, inserção do negro na sociedade e cultura afro-brasileira. Qualquer atividade que promova discussões acerca da valorização da cultura negra, bem como a desconstrução de pensamentos e comportamentos racistas, são de extrema importância para alcançarmos um futuro equitativo. Dessa forma, a Câmara Municipal da Cachoeira promoveu uma Sessão Especial na noite da última quarta-feira (20), em homenagem à data, onde estavam presentes vereadores, representantes de grupos culturais e população civil em geral.

O vereador Júlio César Sampaio falou em nome da Casa, destacando nomes de negras e negros cachoeiranos que levaram adiante o nome da cidade, além de enfatizar a importância dessas personalidades para o fortalecimento da identidade negra.

Uma das oradoras da noite, a advogada Lays Franco, iniciou seu pronunciamento afirmando que “todo dia é dia de fazer um resgate de nossa identidade”, ao que trouxe, em seguida, números que destacam como o negro é inferiorizado e vitimado nos dias de hoje. “O Brasil é o país que mais mata negros”, salientou. Em tempo, Lays questionou como uma cidade como Cachoeira, que tem uma quantidade significativa de Terreiros, sofre tanto com o preconceito, onde citou os incêndios criminosos que aconteceram recentemente nos Terreiros Icimimó e Roça do Ventura. “Não queremos tolerância, queremos respeito!”. E finalizou seu discurso ressaltando que o futuro deve ser protagonizado pela população negra.

“Consciência é tomar conhecimento da nossa história”, afirmou a segunda oradora da Sessão Especial, a jornalista Miria Cachoeira, ao iniciar seu discurso. Miria permeou sua fala discorrendo sobre a verdadeira história de Zumbi, que não é contada nos livros didáticos. A jornalista enfatiza que, ao contrário do que dizem os livros de história, Zumbi não foi traído por outro negro, mas, sabendo da perseguição iminente aos seus irmãos, entregou-se para salvar os demais. Segundo Miria, o 20 de novembro é o marco da resistência e da luta, onde o protagonismo é negro, diferente do dia 13 de maio, onde a protagonista foi a princesa. Em tempo, ela destacou que é preciso desconstruir todo esse preconceito que foi enraizado em nós e que impregnou em nosso DNA a ideia de que tudo que se refere a negro é ruim; “a coisa tá preta” e “denegrir” foram alguns dos termos citados por ela como exemplos. Concluindo, salientou que devemos continuar lutando para ter representantes e representatividade, bem como ocupar espaços importantes, porque somos competentes para assumi-los.

Ainda em tempo, a Comenda Zumbi dos Palmares foi entregue a Mateus Aleluia, na oportunidade, representado pelo seu filho, Mateus Aleluia Rodrigues. A Comenda Zumbi dos Palmares é uma honraria ofertada a pessoas de Cachoeira que lutam pelo respeito e reconhecimento da cultura negra. Em um breve discurso, Mateus externou sua felicidade em representar o pai num evento tão importante, além de destacar o “momento de reflexão” que vivera com essa solenidade, segundo ele, “necessário para tomar conhecimento sobre a própria história”.

Ao final da Sessão, as pessoas que estavam presentes puderam assistir apresentações culturais de grupos de dança de Cachoeira, como o Raízes do Ébano, ABW e o Samba de Roda Sementes do Samba, além de deliciarem-se com quitutes como acarajé, abará e mugunzá.

Esta imagem é referenciada nos conteúdos do portal.

 

 

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